Manhã e Noite


Ao abrir meus olhos pela manhã, fico me perguntando para quê acordei.
Para me deparar com o mundo que ainda me é estranho e perturbador em tantos aspéctos?

Há hóras que não encontro forças para sentir o vento soprar na face outra vez, e engolir as antiteses dos meus instintos presentes em quase todos os lugares.

Um colega meu morreu hoje...
Para onde ele deve ter ido?

Para que eu acordei?

Pesso constantemente a mim mesmo que a noite chegue novamente o mais depressa possível, para que eu me encontre com o meu refúgio seguro no calor de minha vontade. Então me encontro com o que pela manhã já não me vem na recordação, bloqueada pela amargúra oferecida pelo mundo, sem mais lembrar das fantásias que me invadem antes de seder ao peso das minhas pápebras quando deito-me na calada da noite. Lá está o meu mundo tão desejado.
Um lugar tomado pela claridade, onde todos os que chamo de queridos, estão por perto com seus olhares confortantes. Ah...Olhares sem angústias para mim decifrar, no lugar destas , felicidade e satisfaçã. Lá as pessoas não posuem olhares ganânciosos que impregnam o meio real em que me encontro, e as mesmas têm mais felicidade e vontade de estarem vivas. Onde elas não me olham com um olhar que clama por ajuda. Um lugar onde quando as coisas estão ruins ,temos a esperança de que elas melhorem.
Lá as pessoas sonham e não deixam de mostrar seus ideais de bondade, elas valorizam a vida umas das outras e zélam bem por estas. Um lugar cheio de aventuras novas a serem vividas. Onde os nossos heróis não morreram, e estão sempre inspirando os corações com seus ideais de justiça e benevolência. Em que o próximo é mais importante do que si próprio.

As plantas fazem fotossínte sem terem que implorarem por menos gás carbônico.
E os pássaros não cantam de tristesa prêsos em gaiolas.

E as borboletas não estão em extinção por falta de prima-véra, nem as abelhas estão desorientádas pelo alto nível de raios ultra-violêta em suas rotas de vôo. Lá elas não caem sem vida antes de reencontrarem suas colméias, depois de semeárem a vida.
E o árco-íris na caichoeira não finda num rio de lágimas.

Só ao me deitar é que me recordo desta fantasia. Quem sabe um dia poderei levar todos para este lugar. E já não será mais necessário apenas sonhar, mas sim, viver.

Vai ver o mundo ideal está dentro de cada um de nós, e que nós somos nosso próprio mundo e felicidade.

É dentro de nós mesmos que conseguimos nos desprender do chão, mandar a grávidade "ir para a merda", e alcançar as estrelas, e finalmente nos refúgiar no afágo do abraço da luz.

(Tallys R.)

segunda-feira, 14 de junho de 2010 às 19:44

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